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O “self branding” e o novo marketing

Você já deve ter percebido que as empresas não são mais as únicas a se preocupar com branding e construção de marca.

O ‘self branding’, ou marketing pessoal, é a forma como indivíduos – pessoas assim como eu e você – pensam e criam suas marcas próprias para projetarem imagens públicas e alcançarem objetivos estratégico$$$.

E em tempos de mídias como Instagram, Google e Linked In como elementos de grande influência no processo de decisão de compra, digo por experiência própria, que isso impacta – e muito, nas estratégias de negócios de ‘pessoas como eu e como você’. 

Saiba que independente do mercado em que você atua, seja você empreendedor ou intraempreendedor, você é uma marca. Você tem uma reputação e isso deve ser considerado. A questão é entender isso como um ativo e trabalhar sua marca pessoal de forma profissional e pensada ao seu favor, ou deixar que as coisas aconteçam ao mero acaso. Você escolhe.

E não pense que o desenvolvimento de uma marca pessoal se limita a celebridades, cantores e influencers. 

CEOs, diretores, médicos, arquitetos, publicitários, marketeiros e tantos outros são exemplos de profissionais que gerenciam suas marcas pessoais para ajudar seus negócios e carreiras a prosperar.

E é nisso que eu venho me dedicando nos últimos anos. A seguir compartilho alguns fatos para refletir.

 

#1 Sua marca pessoal é sobre tudo aquilo que os outros pensam sobre você. É o que as pessoas dizem de você quando você “sai da sala”. 

Tudo o que fazemos está aberto ao julgamento do outro. O que vestimos, o que e como falamos, o que postamos em uma rede social. Os “outros” estão nas redes – e na nossa vida, para nos “julgar”.

E eles não são apenas os nossos clientes, ou quem de fato nos compra e nos contrata. Eles são nossa família, nossos amigos, nossos conhecidos, nossos seguidores… pessoas que fazem percepções sobre nós e, de certa forma, acabam influenciando também nosso trabalho.

Fazer julgamentos é algo inerente a nós humanos. E não é por maldade.

De acordo com pesquisas, nosso cérebro leva em média uma fração de 3 a 10 segundos para fazer um julgamento. E isso tudo baseando-se em atributos imagéticos e não verbais. Por isso, acredite: a história de “primeira impressão” faz sentido.

Outros estudos falam sobre a regra do 7-38-55 que diz que nossos julgamentos funcionam assim: 7% é sobre aquilo que uma pessoa fala (o conteúdo em si), 38% em função da forma que ela fala (tom de voz, entonação), e a maior parte, 55%, em função de tudo o que é linguagem não verbal: gestos, vestimenta, aparência física.

Então, perceba. A sua imagem visual importa sim.

E quer você queira ou não, o nosso inconsciente funciona assim. E é isso que um estrategista de marca faz: criar boas imagens. O conceito teórico de posicionamento de marca (RIES E TROUT) é o lugar onde algo ou alguém ocupa na mente das pessoas.

Vale destacar que a maioria desses estudos surgiram antes da era da internet e do Instagram.

Ou seja. A imagem visual agora amplia-se para os ambientes digitais. As marcas estão na mente e também nos ‘feeds’ das pessoas. Nos stories, nos e-mails, nas mensagens de WhatsApp…

O que você escreve, a forma como você escreve, o que você posta, o seu feed, o seu logo, a sua foto, importam. Elas acabam tendo uma influência sobre você e sua marca.

Seja no perfil pessoal ou profissional, seja brincando… as pessoas vão julgar você o tempo todo. E todo esse julgamento tem um peso sobre, mesmo que de forma indireta, sobre  o seu trabalho e a a sua competência para realizar algo.

Agora pense comigo. É exatamente assim que as coisas funcionam com marcas de produtos, não é mesmo? A gente sempre tem o preferido, o que não gostamos, o que indicamos… sempre fazemos julgamentos. O mesmo vale para as pessoas.

 

#2 Pessoas compram de pessoas

Marcas são formas de gerar reconhecimento e associações a produtos e serviços. E isso é algo emocional, humano, sentimental. Tem a ver com o nosso julgamento sobre as coisas.

E aí quando vemos o sucesso relacionado a produtos e serviços criados por marcas pessoais de renome, fica fácil de entender o por quê. Por que no final das contas pessoas compram de pessoas. 

Quando nomes como Kylie Jenner ou Kim Kardashian criam linhas de roupas e maquiagens, seus produtos são instantaneamente ‘humanizados’ e associados às suas marcas pessoais, seus estilos de vida, gostos pessoais, suas crenças e valores. Logo, esses produtos têm maior probabilidade de sucesso no mercado.

Podemos citar por aqui a brasileira Anitta, que se associa a muitas marcas de forma estratégica. Brinquedos, desenhos, bebidas, alimentos, roupas, telefonia, e até mesmo marcas de “concorrentes” do mundo da música. Cantores nacionais ou internacionais querem se associar a ela e ganhar um lugar ao sol. E no final ela ganha também disso. Do sertanejo, ao forro, ao eletrônico… Ela é gênia, e sabe muito de marca. 

E as influencers? Pessoas que surgiram “do zero”, justamente por propagarem suas imagens a estilos de vida, e que associam a si mesmas a produtos e serviços. Ou criam seus produtos e serviços próprios e ganham muito mais. Natana De Leon é uma blogueira de Canoas-RS, com mais de 700 mil seguidores que possui uma linha de maquiagens e uma loja multimarcas. Ambas levam o seu nome e são sucesso. 

O que quero dizer é que se você souber trabalhar a sua imagem pessoal, se você levar isso em consideração na sua estratégia de carreira, você também tem mais chances de sucesso.

Pessoas compram de pessoas. Elas confiam em pessoas.

 

#3 A verdade importa: você é o que você vende? 

Ame-os ou deixe-os, vamos combinar que políticos e seus estrategistas sabem muito bem criar marcas pessoais: Donald Trump, Obama, Lula e Bolsonaro são alguns exemplos de nomes modernos que exemplificam o poder de uma marca pessoal para influenciar milhões – seja para o bem ou para o mal (depende da leitura). 

E não pense que isso acontece ao acaso. Estas marcas são construídas, com discursos pensados e alinhados de acordo com as necessidades, valores e perfil dos seus públicos estratégicos – e também da “verdade” por trás dessas figuras.

Pra terem sucesso elas têm que ser autênticas. Por que sabemos que com a internet as máscaras sempre caem. É comum vir um simples tweet de 2005 e estragar tudo.

Então essa é uma questão chave.

Não adianta tentar ser o que não se é.  O que tem que se pensar é em sempre ser coerente com a verdade. Na internet tudo se descobre e a máxima “Faça o que eu digo, não o que eu faço” não cabe mais. Pessoas compram de pessoas, mas de pessoas que falam a verdade. 

Por isso a etapa de autoconhecimento é essencial no processo de construção de marcas pessoais. Qual o seu diferencial e a sua verdade? O que você precisa contar pra te valorizar?

 

#4 Marcas digitais e a construção de autoridade e comunidade

As pessoas estão agora mais do que nunca usando a internet a seu favor. E aqui cito dois conceitos que merecem atenção: autoridade & comunidade.

Autoridade é quando você é “expert” em um assunto. O que você faz bem? O que você realmente sabe? Se você compartilha essas ideias com clareza e tem uma certa constância e estratégia de conteúdo, a receita de bolo parece dar certo. E se você é uma marca de autoridade, você também vai ser associado com outros assuntos relacionados. Por exemplo: se você é autoridade de Instagram, você vai ser associado com tudo o que está relacionado à Instagram – marketing digital, empreendedorismo, estratégia, mídias, etc.

Ter autoridade não é sobre a quantidade de seguidores. Mas sobre ter os ‘seguidores’ certos. É ter uma posição privilegiada no Google, aparecer constantemente nos resultados do Linked In para determinado assunto. É quando o seu conteúdo é salvo e compartilhado por muitos no Instagram. É o posicionamento digital.

E quando a coisa realmente dá certo, isso pode virar uma comunidade. Aí a quantidade de pessoas importa. As pessoas te seguem. Muitas pessoas. Se identificam com você, te indicam, te compram, e os números do seu negócio tendem a se tornar estrondosos. 

A designer Camila Vidal é um exemplo de quem construiu uma comunidade (e sobre quem é autoridade disso, por sinal). Ela fala sobre empreendedorismo feminino na página Moving Girls e ensina pessoas – através do seu Instagram, e-books e cursos, a criarem conteúdos digitais para construirem comunidades. Recentemente, em um dos seus posts, ela contou que em menos de 1 ano vendeu mais de 300 cursos e 700 livros. Por essa lógica, o faturamento dos seus produtos digitais – que ela cria sozinha, gira em torno dos R$50mil mensais.

Outro exemplo vem da área médica, para a qual venho me dedicando e estudando nos últimos anos. Acompanho muitos médicos e profissionais da saúde que parecem terem descoberto a receita para “chegar lá”. Eles têm cada vez mais se dado conta dos benefícios de trabalhar as suas próprias imagens e marcas pessoais nas redes sociais.

A dermatologista Ritha Capelato, de Maringá – PR, contou em uma live que em apenas 5 anos de atuação como médica, conquistou o que muitos estão longe de atingir: 183 mil seguidores no Instagram, consultas apenas particulares a R$1.000,00 (fora os custos dos procedimentos) e a agenda com 15 a 20 pacientes diários. O sucesso foi tanto, sua comunidade expandiu também para médicos e profissionais da saúde que desejam saber mais sobre suas técnicas de harmonização facial e marketing. Em 3 anos foram cerca de 30 workshops e ‘milhares’ de alunos (conforme diz seu site).

É o poder da internet para as self digital brands.

Hoje não é preciso 30 anos de experiência pra se tornar referência. O jogo mudou.

 

#5 Marca pessoal na internet & vendas

Construir uma marca com seu Instagram, site e outros recursos digitais, ajuda a definir não apenas o que você faz, mas quem você é.

Ajuda outras empresas e líderes a te encontrar, te conhecer, e decidir se desejam ou não fechar negócios com você.

Mas mais do que isso: a internet ajuda a contar para as pessoas se você representa realmente aquilo que sua empresa, produtos e serviço diz que é. Lembre-se que as pessoas relacionam marcas pessoais com produtos e serviços. E o mesmo acontece vice e versa.

Sua marca pessoal permite que o público observe sua ética, seu estilo e suas opiniões pessoais em geral. Permite influenciar a venda de si mesmo. Se você é coerente, se você é de verdade. Se os seus produtos são vendidos por pessoas de verdade. 

E se engana quem pensa que a venda é só pra empreendedores ou autônomos. Dentro ou fora de organizações, todos somos vendedores e dependemos das nossas imagens e marcas pessoais para nos posicionar e construir nossas carreiras. E todos precisamos aprender a contar melhor nossas histórias e apresentar as melhores versões de nós mesmos.

Aprender a comercializar não apenas sua empresa ou produto, mas também a si mesmo é uma necessidade no mundo moderno. 

Pessoas são marcas e sempre foram. Dentro e fora da internet. A diferença é que na internet elas estão sempre lá, são onipresentes e podem atingir milhões de pessoas com um simples toque. 

Agora é com você. 

 


Texto escrito por @nicolesimonato

Para informações sobre assessoria para marcas pessoais, envie um e-mail para nicole@nicolesimonato.com.br. Se preferir entre com contato comigo por WhatsApp +55 51 98255-9256.


 

Os créditos da imagem são do artista https://www.instagram.com/failunfailunmefailun/ *Pensei na Frida Kahlo para estampar este artigo pois assim como tantos outros artistas, (VanGogh, Dali…) ela soube, mesmo que de forma inconsciente e analógica, deixar sua marca pessoal para a eternidade e contar sua história muito bem. Imagina se ela tivesse acesso às redes sociais?

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