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O futuro das redes sociais: principais tendências para 2021-2022

A preocupação em torno do Instagram na última semana (falei disso aqui) nos faz lembrar que as coisas sempre mudam (a lógica da moda). Os hábitos mudam, as preferências mudam, as plataformas mudam… e nós também temos que nos adaptar em nossos negócios.

Mas sempre existem alternativas e novas formas de comunicar e aproximar dos nossos públicos dentro e fora do Instagram. E aqui, atentem: a comunicação digital não é apenas sobre Instagram, longe disso.

A seguir compartilho alguns insights de tendências e padrões que percebo em relação às mídias digitais.

 

#1 Informação pelo Instagram? A vez dos conteúdos “de verdade”. 

Produtores de conteúdos têm cada vez mais compartilhado conteúdos densos no Instagram.  Explicações, mapas mentais, desenhos que ajudam a ilustrar… perspectivas históricas, fatos… causas… muitos perfis têm trazido essas questões para o Instagram. 

E aqui fica claro. Se as pessoas produzem este tipo de conteúdo e seguem produzindo, é porque a audiência engaja. Logo, é o primeiro insights. O que é o entretenimento pelo Instagram? É só assistir a vídeos bobos ou existe espaço para a troca de informação “de verdade”?

Lembrando que durante a pandemia o número de pessoas em busca de informação e educação digital aumentou consideravelmente, o que abriu um leque de oportunidades. Vimos surgir cursos dos mais variados assuntos, e perfis no Instagram também.

 

Atenção para o tipo de conteúdo

As publicações em formato “carrossel” são excelentes para “ensinar” e compartilhar informações mais aprofundadas. Além disso, é uma excelente estratégia de marketing digital. Ao compartilhar 10 imagens ao mesmo tempo, você tem 10 vezes mais chances de o público interagir com a publicação de forma orgânica. 

Isso porque o seguidor visualiza cada post do carrossel em ordem cronológica (primeiro o 1… depois o 2….). Logo, posts em carrossel podem ter 10 vezes mais impressões em sua conta. Ou seja: 10 vezes mais chances do conteúdo aparecer para a sua audiência. Capisce?

 

Um dos perfis que ilustram é o @modefica composto por diversos “posts carrosseis” densos e explicativos. A conta conquista uma audiência cativa e interessada em assuntos da moda x sustentabilidade.

 

Reflita comigo: este público deseja ver “dancinhas de TikTok” ou informação de qualidade?

 

#2 A ascensão do conteúdo em áudio / podcasts e a multiplataforma 

Spotify e Deezer estão fazendo grandes movimentos para que cada vez mais produtores de conteúdos nativos de outras mídias – como Instagram, migrem para a ferramenta e atraiam novas audiências. Este fator é observado principalmente no Brasil, onde algumas redes de áudio como a Club House fizeram burburinho mas não emplacou. 

Entretanto, percebo que o audiovisual ainda ocupa papel central. Muitos criadores aproveitam o momento de captação de áudio para também gravar vídeos e distribuir o mesmo conteúdo em outras plataformas.

Um exemplo é o Moda Importa. O casal Marcela Lorenzon e Luciano Potter atuavam como produtores de conteúdo no Instagram / mídia tradicional e montaram o podcast, que é distribuído via Spotify e também no Youtube e Instagram.

 

*Momento jabá: fui convidada para participar de um episódio sobre Influência / Desinfluência. Só clicar para acessar. 

 

Essa portanto é uma grande sacada, que eu sempre uso nas estratégias de marcas que eu gerencio. Precisamos pensar em PRESENÇA DIGITAL e lembrar que isto sim é sinônimo de marketing digital. Ficar escravo de uma só plataforma não é nada estratégico. Vocês lembram do Orkut? Facebook? Todos vieram, bombaram… e hoje? As coisas mudam.

Fora que, ao produzir um bom conteúdo, que leva tempo e dedicação, por que não compartilhá-lo em outras mídias, que alcançam um público diverso? Linked In… Medium… Site… Google… Pinterest… Facebook…. Youtube…. Quanto mais o nome da marca / pessoa aparecer em redes sociais, maior será a sua presença digital.

#3 A vida além do Instagram e a onda do slow content

Mesmo com um boom de informações na internet, ainda há um público muito carente por bons conteúdos. 

Quando paramos para analisar, vemos que a maioria dos perfis / bloggers / falam de assuntos rasos – muito lifestyle e pouca reflexão. Ou seja: há sim muito espaço para produtores de conteúdos de qualidade (explicativos, profundos, reflexivos, analíticos) (trend 1). 

Mas por que isso ocorre?

No geral, bons produtores de conteúdo – nativos das mídias tradicionais, têm dificuldade em se posicionar nas redes sociais. Outros, grandes especialistas, teóricos, sentem-se incomodados em se divulgar, tem preconceitos com as redes sociais…

 

Mas aos poucos percebo que isso está mudando. Cada vez mais vemos pessoas que vem trilhando este caminho e estão mais preocupadas em trazer qualidade do que quantidade. O tal do slow content. E esse é o x da questão. Pois isso muda tudo. A conta qualidade x quantidade não fecha em nada na vida. 

 

Vemos então ressurgir antigas plataformas: os blogs agora voltam a ter importância, a ascensão do Medium, por exemplo. Sim, existem possibilidades para além do Instagram, e inclusive mais estratégias para posicionar marcas no Google. 

 

As Newsletters também têm ganhado espaço e a preferência de leitores que buscam informações com melhor curadoria. Assino atualmente a News do Carvalhando, Codesign (Fast Company) e Obvious. É um momento de pause no meu domingo, para ler o que grandes mentes estão falando por aí.

 

# Militância & controvérsias no Instagram: será mesmo um lugar para levantar bandeiras e falar sobre causas?

No atual contexto de pandemia e com um número maior de pessoas conectadas, vemos cada vez mais perfis abraçando causas e levantando suas bandeiras no Instagram. Existe perfil de tudo, cada dia eu descubro um novo.

 

Modefica

Desinfluência

Desliga a Câmera

 

O ponto positivo é a informação que esses perfis trazem, o que faz com que as pessoas tenham consciência de problemas e questões. O negativo é a falta de sensibilidade que se adquiriu nos últimos tempos. Não temos mais vergonha em expor pessoas, em compartilhar o que não gostamos, em julgar e “cancelar”. Os limites parecem não existir, e o bom senso é subjetivo e difícil de medir. Vivemos tempos tensos e de ódio e isso é muito evidente em alguns destes perfis.

Nos comentários e ironias das próprias publicações. Não sei onde isso vai parar…

 

# Colaboração

A ideia de que colaborar é muito melhor do que competir é total observada no Instagram. Dali surgem muitas parcerias. A conexão está a um clique e as possibilidades são múltiplas.

 

Live entre marcas concorrentes? orna

Repost de conteúdos – carvalhando

 


Texto escrito por @nicolesimonato

Para informações sobre assessoria, projetos e consultorias, entre com contato comigo pelo WhatsApp +55 11 96281-4680 ou e-mail atendimento@nicolesimonato.com 


 

Imagem do artista Selman Ames.


Texto escrito por @nicolesimonato

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